BLACKMESA editorial
Artigo 1

BLACKMESA 1HZ: SNOT

SNOT traz consigo o que rola num cenário curiosamente específico do dubstep.

O que você sabe sobre dubstep?

Melhor, o que você sabe sobre purple dubstep? Sobre um, talvez um tanto -- já o outro, muito... pouco?

BLACKMESA 1HZ: SNOT
BLACKMESA 1HZ: SNOT

Bares, cigarros e próteses biônicas; subtons asiáticos e chunghwa: assim define SNOT, DJ e produtor paulistano obcecado por dubstep e everything dubstep-related, o que é purple dubstep nessa curadoria.

Diante das múltiplas facetas e sonoridades do Dubstep, uma das que mais me interessam é o “Purple Dubstep” ou simplesmente “Purple Sound”. O Purple Dubstep é simples, melódico, emotivo e direto ao ponto. Com influências do Hip-Hop, Grime, G Funk, Jazz, Skweee, Chiptune, RnB e até o Gospel afro-americano, o Purple Sound traz uma paleta de sons de fato roxa.

BLACKMESA 1HZ: SNOT
BLACKMESA 1HZ: SNOT

Progressões harmônicas lindas, sound design simples porém muito bem trabalhado e criativo e sons com cores realmente vibrantes como uma TV sem sinal em 1980.

Se o Dubstep mais tradicional, obscuro e tenebroso, representa a frieza das ruas do Sprawl em uma não-tão-distante distopia Cyberpunk à la Neuromancer de William Gibson, o Purple Dubstep é aquilo que eu imagino emanando do submundo boêmio desse cenário. Bares lotados de cowboys hackers, salarymans japoneses, mercenários, figuras infames do submundo do crime, barmans servindo doses e limpando copos com suas próteses biônicas, cheiro de cigarros chineses, ganja e aquela tensão com uma vibe “Noir” no ar. O Purple Dubstep pra mim é a trilha sonora do Chatsubo, da boemia do futuro.

BLACKMESA 1HZ: SNOT
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autoria BLACKMESA sobre o blackmesa